Festival É TUDO VERDADE: Galeria F


Pena Capital Brasileira

A ditadura militar brasileira (1964 - 1985) deixou profundas marcas em quem viveu sob o período, mas principalmente nas suas vítimas. Esta fase negra da nossa história não pode ser esquecida, e o cinema é uma das principais e mais acessíveis formas de revisitá-la.


Dirigido por Emilia Silveira, Galeria F conta a história de Theodomiro Romeiro, que começou a combater a ditadura aos 14 anos e aos 18 se tornou mais um preso político. Ficou encarcerado durante nove anos até conseguir escapar da cadeia em 1979. O título refere-se à cela onde viveu.


Sempre acompanhado de seu filho, o biografado reencontra amigos e presidiários da época. Revê fotos e vídeos dos envolvidos de ambos os lados. No momento mais forte do filme, conta que decidiu arriscar sua vida numa tentativa de fuga após ser condenado à morte. Através de seus depoimentos, vemos que fala sobre o policial que matou da forma mais tranquila possível, apenas ficando abalado quando lembra que essa atitude provocou a execução de seus amigos, como vingança e para dar exemplo aos outros militantes.



Tecnicamente, Galeria F tem problemas de "eixo" (posição de câmera). Em certo momento, entrevistador e entrevistado olham à direita da câmera, como se estivessem um de costas para o outro em vez de estarem frente a frente. Erro primário de direção.


Outro problema do filme é ter sempre o filho Guga acompanhando tudo com a famosa "cara de paisagem", sem mencionar nem ao menos uma palavra. Quando ele finalmente fala, temos uma noção de quão rígida foi a criação sua e de seus irmãos.


Sempre que o cinema aborda essa fase da nossa história, fatos curiosos, interessantes ou assustadores são revelados. O grande problema neste caso, é que não há nada de novo, nada de original ou curioso a não ser o fato de ter sido o único brasileiro condenado há morte em nossa história recente.

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