NEGÓCIO DAS ARÁBIAS (A Hologram for the King)


Longe de ser um negócio da China

Frequentemente a crise da meia idade tem sido retratada nas telas de modo clichê e presunçoso, levado ao extremo do cômico. Bem, isso se repete em Negócio das Arábias no qual um executivo fracassado protagonizado por Tom Hanks (Ponte dos Espiões, 2015) serve de base para o filme ao tentar a todo custo sua superação.


O filme baseado na obra literária Um Holograma para o Rei - do autor Dave Eggers - retrata a vida de um homem após a recessão de 2008 que busca evitar abrir falência se mudando provisoriamente para a Arábia Saudita com o propósito de intermediar para a empresa na qual trabalha a venda de um sistema de Conferência através de Hologramas. Instalado no país, Alan (Tom Hanks) passa por dificuldades de adaptação cultural envolvendo situações em parte cômicas, ora preocupantes, tais como diferenças religiosas que podem levar à prisão. No decorrer do filme Alan se apaixona por uma médica que o atende em uma emergência e decide se mudar definitivamente para o país.

O cenário turístico encantador que muitos ocidentais desconhecem é bem explorado pelo diretor Tom Tykwer (Corra Lola Corra, 1998), o que certamente apresenta uma Arábia Saudita pacífica e invejável. Contudo, o filme se perde do enredo principal e indica pontas soltas no desenrolar, deixando um final aberto sem propósito especulativo.


A espetacular atuação já esperada por Hanks sequer livra Negócio das Arábias da vitrine Sessão da Tarde. Vale a pena assistir pelo deslumbre de cenários esplendorosos, comicidade presente de Hanks em diversos momentos dentre os quais até cita um clássico dos anos 60 realizado no mesmo local: Lawrence da Arábia (David Lean, 1962) A reflexão que passa levemente no filme utilizando um teor psicológico é de que ter atitude pode mudar sua sorte.

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