UM ESPIÃO E MEIO (Central Intelligence)


Falta verdade e rebeldia

The Rock - ou como conhecido agora Dwayne Johnson (Terremoto - A Falha de San Andreas, 2015) - é muito simpático. Kevin Hart (No Auge da Fama, 2014) é um ator muito engraçado. Estrelas de sucessos recentes no cinema - ambos com filmografias divertidas para todas as idades - torna-os fortes candidatos a protagonizarem qualquer filme hilário, e é isso que Um Espião e Meio faz no cinema, mas talvez erre na dose de simpatia.


No filme conhecemos Calvin Joyner (Hart), que durante o colégio era o cara mais popular e agora tornou-se um simples contador triste com a sua vida, até reaparecer Bob Stone (Johnson) - um antigo colega do mesmo colégio. O rapaz - que fora humilhado quando jovem - agora é um agente da Cia e precisa da ajuda de seu amigo de escola para salvar o mundo.


O filme parece ter saído da Sessão da Tarde, aqueles filmes que passam em emissora aberta com o único objetivo de entreter o espectador. Não existe ambição de contar uma história mais complexa - como em outros filmes do gênero - como Máquina Mortífera (Richard Donner, 1987), De Volta para o Futuro (Robert Zemeckis, 1985) ou Gatinhas e Gatões (John Hughes, 1984). Sendo esse último referenciado constantemente durante o filme.

Fato é que os dois atores são carismáticos, conseguem tirar risadas do público, contudo não evoluem os temas propostos. Em contrapartida, um filme de ação genérico que leva a pensar que o roteiro era bom e podia ficar melhor com o polimento certo, mas ao tentar se transformar em um filme pra família se esquece que nenhum dos citados acima foram feitos para ser uma Sessão da Tarde. Desafiavam sua geração, com narrativas inteligentes e intrigantes.


Um Espião e Meio não consegue desafiar seu público. Os protagonistas tem boas intenções de entregar personagens reais, mas não parecem que estão atuando, o que parece é que alguém ligou a câmera e os dois por acaso estavam no estúdio.


O filme tentar capturar aquela nostalgia de chegar da escola e ligar a TV. Apesar de conseguir algo relativamente parecido, esquece de ter uma identidade própria na qual poderia fazê-lo brilhar. Mesmo arrancando risadas do canto da boca, no final não vamos mais lembrar desse filme genérico e fugaz, que será rapidamente esquecido, inclusive na Sessão da Tarde.

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