MEU AMIGO, O DRAGÃO (Pete’s Dragon)


Mesma história, novo conceito

A Disney entrou em uma renascença, isso é inegável, apostando em repaginar obras do passado. Agora é a vez de Meu Amigo, O Dragão.

O filme conta a história de um garoto chamado Pete (Oakes Fegley) que é encontrado no meio do nada, o que levanta questões de como ele sobreviveu tanto tempo no meio da floresta. Acontece que o garoto tinha um dragão chamado Eliot que o ajuda a sobreviver nesse ambiente e agora o animal está sendo caçado por alguns locais da cidadezinha. Com isso, entram nessa aventura, enfrentando os caçadores de dragão e descobrindo um novo mundo além da floresta.


Tornou-se constante lançamentos de refilmagens - o que talvez não seja ruim, podem até surpreender - contudo, essa nova versão tem um conceito bastante diferente do original Meu Amigo Dragão (Don Chaffey, 1977), e é exatamente aí que está sua maior virtude.


Filmes de dragões são raros, é difícil imaginar esses seres incríveis que sairiam dos livros de fantasia para as telas do cinema. Durante a história do cinema, sempre foram apresentados como vilões, então contar sobre a amizade com esses seres que cospem fogo chamou minha atenção quando criança. O original Meu Amigo Dragão (1977) é uma animação que interage com as pessoas, a sua amizade com o garoto Pete define o filme.

A refilmagem respeita essa base de forma esplêndida, porém atualiza o conceito. No original utiliza-se da comédia, na nova versão opta pelo melodrama, às vezes com "mão pesada", atrapalhando um pouco o encantamento que essa aventura oferece.


O dragão Eliot não fala, mas sua concepção é linda. É perceptível que boa parte do orçamento foi para o desenvolvimento do dragão, que possui um rosto extremamente simpático, é irresistível se apegar a ele. A atuação do elenco adulto é boa, são atores de calibre fazendo um ótimo trabalho. O veterano Robert Redford apresenta uma atuação irrelevante, está no "piloto automático". O elenco infantil se sai muito bem, o garotinho que faz Pete, Oakes Fegley (Laços de Família, 2014) entrega uma performance que consegue transmitir a amizade dos dois protagonistas, uma amizade genuína e bonita.


Descartando muito do humor de sua fonte original, o filme se concentra apenas em Pete e Eliot e cria uma atmosfera melodramática. Mesmo assim é um longa interessante, tendo a mensagem de que as mudanças podem vir para o bem e ajudam a crescermos. O público talvez deixe esse filme passar, mas vale à pena voar ao menos uma vez nas costas de Eliot, o dragão.

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