12 HORAS PARA SOBREVIVER - O Ano da Eleição (The Purge: Election Year)


Nesse ano de eleição chega a terceira continuação do filme Um Dia de Crime. Criado em 2013, tinha a proposta de que a sociedade não consegue mais sustentar o desejo humano pela violência, os políticos americanos decidem liberar por um dia todo e qualquer crime, o que parece estar dando resultado, ao menos para os ricos. Essa trama ganhou as bilheterias, gerando assim uma trilogia que tem seu fim nesse último filme.


É tempo de eleição, os ricos e poderosos que ganham dinheiro com a matança da população estão preocupados com os avanços da senadora Charlene Roan (Elizabeth Mitchell) e com seus ideais em acabar com o dia de crime, então decidem matá-la antes que ela seja eleita. Cabe ao policial Barnes (Frank Grillo) defendê-la nessas doze horas antes que algo pior aconteça.


James DeMonaco (Uma Noite de Crime: Anarquia, 2014) volta para a cadeira de diretor. É fácil perceber que ele tem domínio do tema proposto pela série ao entender a sátira obscura que consiste o enredo. Porém, mesmo tendo esse conhecimento sobre a trama, o filme perde seu foco ao tentar abordar vários personagens que não agregam nada à trama principal.


O ritmo do filme fica prejudicado com tantos personagens- . Diferente dos anteriores que tinham algum contexto - aqui ficam perdidos. Cenas de ação são pobres e conceitos estabelecidos nunca recebem o desenvolvimento que merecem, existe uma falta de ambição na abordagem dos temas sócio-políticos.


Atuações exageradas por conta dos vilões às vezes ficam caricatas demais, até mesmo para esse universo onde o bom senso não existe. Frank Grillo (Capitão América: Guerra Civil, 2016) é de longe o ator mais competente dentro dessa trilogia, funcionando muito bem como herói, porém, o resto do elenco não consegue entregar uma performance satisfatória o bastante para justificar essa entrada da franquia.


A produção trabalha bem nas escolhas, a atmosfera é bem refletida com as imagens perturbadoras. O problema é a Direção de Fotografia, que não sabe passar o sentimento necessário, assim as cenas ficam ineficazes na hora de perturbar o público.


Por fim, existe uma fascinação com a violência, onde, como expectadores nos satisfazemos com essa trama, e basicamente o que o filme tentar dizer é que precisamos colocar o instinto de lado e ter bom senso para respeitar o próximo. Mas a mensagem não consegue ser tão eficaz assim, ficando soterrada por um ritmo tedioso e uma trama poluída. Talvez a série tenha mais sorte do que 12 Horas Para Sobreviver - Ano de Eleição.


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