A VIGILANTE DO AMANHÃ (Ghost in the Shell)


O Fantasma do Futuro na concha americana

Inspirado no mangá Ghost in the Shell - criado por Masamune Shirow - no longa-metragem de animação O Fantasma do Futuro (Mamoru Oshii, 1995) e nas suas continuações em filmes, jogos de videogame e um anime (Kenji Kamiyama, 2002), a história cibernética da agente secreta com o corpo totalmente robótico restando a alma como vestígio da sua humanidade agora ganha um longa-metragem com atores em formato 3D dirigido por Rupert Sanders (A Branca de Neve e o Caçador, 2012).


Major Mira Killian (Scarlett Johansson) é a líder da unidade do serviço secreto Esquadrão Shell, responsável por combater crimes cibernéticos numa cidade totalmente informatizada do ano de 2029, quando seres humanos acessam extensas redes de informações com seus cyber-cérebros. Ao conter uma transação ilegal envolvendo gangsters e membros do governo, descobre uma sabotagem nos robôs-gueixas através de uma invasão de hacker chamado Kuze (Michael Pitt).


Enquanto investiga o paradeiro do invasor cibernético também das mentes humanas a ponto de modificar memórias delas e manipulá-las, ela começa a enfrentar conflitos com a empresa Hanka, propriedade do chefe Aramaki (Takeshi Kitano) que lhe deu um corpo robótico, o chefe geral do Esquadrão Shell Cutter (Peter Ferdinando) e precisa decifrar seu próprio passado já que sua família foi morta por terrorista e suas memórias ficaram fragmentadas. Seu único amigo é Batou (Pilou Asbæk)

A equipe de efeitos especiais merece uma atenção especial devido à abertura do salto do prédio, as cenas de tiroteio e imersão cibernética para remeter a animação de 1995. Para isso, houve uma equipe experiente em filmes de sucesso com efeitos especiais. Uma equipe presente nas filmagens da Nova Zelândia ao lado do diretor de fotografia Jess Hall e outra num departamento em Hong Kong para as cenas de luta e tiros, para acrescentar um realismo ainda distante na computação gráfica. Uma das empresas do departamento de arte do filme, a Weta Workshop, foi responsável pelo uso de marionetes robóticas nas cenas de explosão de robôs. Fora o visual futurista com hologramas, carros e motos computadorizados que deram tom cibernético ao filme.


A escolha para o papel principal não agradou a comunidade asiática devido à sua pouca semelhança com a cultura representada pelo mangá. Gerou boicote, abaixo-assinado para “não deixar ocidentalizar os asiáticos”, cancelamento de contrato da Touchstone Pictures e até mesmo alteração do nome da personagem para se aproximar do público fora da Ásia. Ainda assim, vale lembrar que é o terceiro papel da Scarlett Johansson em filmes de ação. Começando como a Viúva Negra em Vingadores (Joss Whedon, 2012) e a protagonista em Lucy (Luc Besson, 2014).


O filme foi feito para agradar fãs da animação dos anos 90 e é dirigido para o novo público que busca reflexões filosóficas em filmes de ação tal qual o filme Matrix (irmãs Wachowski, 1999) e o dualismo "mente-corpo" do filósofo francês René Descartes presente na frase do livro Concepção da Mente, do britânico Gilbert Ryle. “Em cada um de nós, meras máquinas naturais, existe mesmo um fantasma chamado alma?” Principal inspiração do mangaká de Ghost in the Shell.


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