LAERTE-SE no Festival É Tudo Verdade



“Eu estava retraída, precisava encostar o cu na parede”

Primeiro trabalho da dupla Lygia Barbosa da Silva e Eliane Brum - que dividem direção e roteiro - e primeiro documentário brasileiro original lançado pelo Netflix, Laerte-se apresenta o transgênero da cartunista e chargista Laerte, assumida aos 57 anos de idade.


Entre a reforma de sua casa com seu toque artístico, conversas com Eliane, visita de familiares e discursos contra a “direita moralista”, Laerte fica entre o resguardo de sua vida pessoal e a imagem pública como representante transgênero. Há espaço no set para ser flagrada sem roupa no chuveiro, adiar a implantação dos silicones para realizar as filmagens, e lembrar com saudades do seu filho Hugo, morto aos 22 anos num acidente de carro.


O tema transgênero era abordado com muito humor através do seu personagem crossdresser Hugo, cujo alterego nas noites badaladas é a boa de copos e pescadora de homens: Muriel.


Antes deste documentário, a personalidade havia participado de dois trabalhos sobre o tema. O curta-metragem Vestido de Laerte (Cláudia Priscilla e Pedro Marques, 2012) e outro documentário sobre transexuais, transgêneros e crossdressers: De Gravata e Unha Vermelha (Miriam Chnaiderman, 2015).


Agora, ele tem um perfil audiovisual dedicado totalmente sobre si e sua nova identidade. Cada dia se sente mais mulher, apesar do preconceito da sociedade brasileira e do próprio movimento LGBTT.

Para quem for assistir ao filme, espere por um humor irônico da entrevistada consagrada em suas tiras.

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