JURASSIC WORLD: DOMÍNIO (Jurassic World: Dominion)




JÁ VEM PRONTO E TABELADO, É SOMENTE REQUENTAR...


por Ricardo Corsetti


O grande (pra não dizer único) trunfo de Jurassic World: Domínio é mesmo apostar no saudosismo do público quarentão para tentar atraí-lo aos cinemas para ver um filme que, na prática, não oferece - ou mesmo, acrescenta - nada de novo à saga empreendida pela franquia iniciada em 1993.

Nem mesmo o inegável carisma do elenco capitaneado por Sam Neill (Possessão, 1981), Laura Dern (Coração Selvagem, 1990) e Bryce Dallas Howard (A Vila, 2004) é verdadeiramente capaz de sustentar uma trama que vai do nada a lugar nenhum, se perdendo em meio a diversas pequenas subtramas paralelas e mal desenvolvidas.


Méritos técnicos à parte, nem mesmo os efeitos especiais caríssimos chegam de fato a empolgar, devido à overdose de CGI (computação gráfica).


Ah, impossível não comparar, e assim constatar, a eficiência bem superior dos efeitos especiais orgânicos utilizados por Steven Spielberg em Jurassic Park: Parque dos Dinossauros (1993), embora, hoje em dia, muita gente possa partir da tese (equivocada, aliás) de que tais efeitos seriam "obviamente superados".

A direção a cargo de Colin Trevorrow (O Livro de Henry, 2017) é competente, mas sem qualquer personalidade, falta "assinatura" de diretor. Por isso mesmo, apesar da qualidade técnica da produção, em determinados momentos, as duas horas e 37 minutos do filme pesam como chumbo.


Em suma, apesar de toda a grandiosidade e parafernália tecnológica, Jurassic World: Domínio, para não perder o trocadilho, soa mesmo como um imenso mastodonte atolado na lama (ou no excesso de confiança de que um filme pode se sustentar apenas por efeitos especiais). Resta, somente, o clima de saudosismo para os antigos fãs da franquia.