1O HORAS PARA O NATAL



NADA COMO 24 HORAS EM UM DIA DE CORRERIA

O longa nacional 10 Horas Para o Natal, dirigido por Cris D'Amato (S.O.S - Mulheres ao Mar, 2014) colore nossos dias com diversão e nos faz recordar também que estamos há poucos dias do clima natalino .

Os irmãos Miguel (Pedro Miranda), Júlia (Giulia Benite) e Bia (Lorena Queiroz), cansados de passarem noites de Natal sem graça, após a separação de seus pais, bolam um plano para reunir novamente o casal, formado por Sônia (Karina Ramil) e Marcos Henrique (Luis Lobianco). Misturando aventuras e recordações de bons tempos à espera do Papai Noel em família, decidem colocar em prática, mas precisam correr contra o tempo, afinal restam apenas 10 horas para o Natal.


É fato que todo mês de dezembro há uma enxurrada de filmes com temática natalina, seja comédias românticas ou tradicionais, animações ou dramas. O inusitado aqui se dá por se tratar de uma versão brasileira da tradicional ideia utilizada constantemente pelo cinema norte-americano, da confusão de final de ano.


Há determinadas cenas que remetem claramente às produções estrangeiras, com aquelas clássicas peripécias para que os protagonistas se livrem de malfeitores, tais como nas sequências hollywoodianas de Esqueceram de Mim (Chris Columbus, 1990) ou de situações familiares conflitantes, como em Meu Papai é Noel (John Pasquin, 1994), por exemplo.



O longa utiliza muitos clichês típicos do gênero comédia, sejam elas nacionais ou internacionais, mas o faz com pitadas de humor sagaz e de certo modo ingênuo, com linguagem simplificada para o público infantil. Também não deixa de ter um estilo tipicamente para o horário televisivo vespertino: leve, com humor e piadas apropriadas para diversos públicos e propício ao clima de final de ano. A ideia da "magia" de natal impera no momento que costumamos viver às vésperas da data. Questões familiares e confusões sempre agradam ao espectador quando geram proximidade aos personagens, através do drama contado.


O clima de montanhas, frio e neve, aliado ao sempre gigantesco e suculento peru natalino; aqui dão lugar ao calor e à correria de lojas promocionais, tais como a de comércio popular e a falta de criatividade enfrentada por toda dona de casa, durante a ceia natalina.


As boas risadas são garantidas seja pelas situações vividas pelos personagens e sobretudo pela atuação sempre impecável de Luis Lobianco. O filme se desenvolve a partir de uma perspectiva infantil, mostra as necessidades de crianças que convivem com o drama de pais divorciados, caracterizado por constantes conflitos e reconciliações.


A mensagem sobre o consumismo exacerbado típico do período, é bem explorada, contrapondo a vida real às "maravilhas" comerciais do Natal. Corre-corre, shoppings abarrotados, crianças manhosas e mimadas, a afetividade familiar claramente forçada nos últimos 30 dias do ano. Tudo isso é bem apresentado no filme, como um autêntico retrato do dia a dia de nós, brasileiros. Há, contudo, um romance e serenidade no ar, para contrapor toda essa enxurrada de humor.




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