A LENDA DE TARZAN (The Legend of Tarzan)

Ponte entre nostalgia e aventura

Há gerações a lenda de Tarzan é conhecida: o menino que cresceu aos cuidados de primatas na floresta e se apaixonou por Jane. Porém, nenhum filme até hoje retratou tão minuciosamente o passado do personagem. Em A Lenda de Tarzan o diretor David Yates (Harry Potter, 2007-2011) faz uma espécie de regressão com o homem da selva em um safári aventureiro de tirar fôlego.


A história evita passar muito tempo retratando o passado e utiliza de flashbacks pontuais - mas decisivos para o entendimento do enredo - sem causar a sensação de “senta que lá vem história”. Ponto para a impecável atuação de Jane (Margot Robbie, de Suíte Francesa, 2014) que carrega a força da personagem com supremacia. O ator Alexander Skarsgard (Hidden, 2015) faz um Tarzan com a força necessária e um olhar que remete à animação. Neste filme é possível notar sua enorme evolução na interpretação de um personagem.


Tarzan e Jane são retratados de modo muito superior aos atores que interpretaram o casal em outros filmes. Do mesmo, Samuel L. Jackson (Django Livre, 2012) - na pele do emissário do Parlamento Britânico - garante boas risadas em diversos momentos de tensão, como contraponto.

Não há uma cena desnecessária, que não leve o filme pra frente. É isso que o torna tão interessante. Do mesmo modo que A Lenda de Tarzan é um dos raros filmes sobre o tema que não robotizaram ou humanizaram os primatas e demais animais. Aliás, o zelo que o diretor teve em retratar a savana com detalhes de cada espécie foi primordial para criar a atmosfera de aventura.


Contudo, é uma história emocionante onde o espectador poderá reviver sua infância, quando assistia aos desenhos de Tarzan. A perfeição em cada detalhe - assim como a escolha da trilha sonora, efeitos sonoros e cenografia - aponta para uma gigantesca bilheteria.


Vale conferir também pelas paisagens belíssimas do Congo, jamais exploradas desse modo anteriormente. É um filme gostoso de se ver deixando ao final a sensação de leveza. Mesmo que já saibamos de cor boa parte da lenda, a sensação de querer repetir a dose é contagiante.

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