SETE HOMENS E UM DESTINO (The Magnificent Seven)


Cowboys Modernos

Seria injusto dizer que refilmagens não podem ser boas, até mesmo superar o filme original. Isso ocorreu em Scarface (Brian de Palma, 1983) e em O Enigma do Outro Mundo (John Carpenter, 1982). O problema é que essas refilmagens são a exceção à regra, o comum é que as refilmagens sejam horríveis, tendo como único objetivo encher os cofres dos estúdios.


Em Sete Homens e um Destino, um vilarejo vive sofrendo nas mãos de Bartholomew Bogue (Peter Sarsgaard). Cansados disso, os habitantes decidem contratar os pistoleiros mais hábeis para o confronto com Bogue, como o caçador de recompensas Sam Chisolm (Denzel Washington), o apostador Josh Farraday (Chris Pratt), o soldado Goodnight Robicheaux (Ethan Hawke), o rastreador Jack Horne (Vincent D'Onofrio), o fora da lei Vasquez (Manuel Garcia-Rulfo), o assassino Billy Rocks (Byung-hun Lee) e o índio guerreiro Red Harvest (Martin Sensmeier), que juntos vão enfrentar o maior desafio das suas vidas.


O primeiro Sete Homens e Um Destino (John Sturges, 1960), já é uma refilmagem do clássico Os Sete Samurais (1954), marco inesquecível do cinema criado pelo diretor Akira Kurosawa, o mestre da sétima arte. Ou seja, existiam esperanças para essa refilmagem de 2016, tendo um elenco de renome e o competente diretor Antoine Fuqua (Nocaute, 2015).

O filme não demora nada para apresentar a que veio, com um epílogo digno do gênero. O problema é o desenrolar da história, que apesar de ser interessante não consegue se desvincular da familiaridade composta pelo o cenário do oeste, o que ofusca a própria voz dessa refilmagem, que tenta trazer um faroeste moderno para o novo século.


Os atores mostram que tem talento para segurar o longa-metragem, esbanjando carisma, criando uma empatia para cada um dos sete homens, encorajando uma expectativa para o embate dos heróis e vilões, sendo isso bem característico no mundo dos caubóis. O que prejudica essa química bem vinda do elenco é o seu ritmo frenético que não deixa os personagens brilharem como deviam. Parece que falta algo para conseguir ser um grande épico de faroeste.


A trilha-sonora de James Horner (Os 33, 2015) aproveita trechos de antigos clássicos para encantar o público, com as paisagens de fundo e os heróis cavalgando ao por do sol. Isso ajuda a acentuar o épico escondido dentro desse “filme pipoca”. É uma pena que o compositor não tenha conseguido terminar o trabalho - falecendo em Junho de 2015 - mas mesmo assim um décimo da música original ajuda a transportar a audiência para os filmes antigos do gênero.


O diretor consegue entregar um bom filme de faroeste, mas que tinha potencial de ser muito mais do que um simples filmes de ação como foi Os Sete Samurais, pois está claro o quanto essa história precisava do tom épico para emplacar. Não que seja ruim, pelo contrario, é um bom filme, só não faz jus ao seu legado.


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