ALIADOS (Allied)


Amor em tempos de guerra

Dirigido pelo brilhante Robert Zemeckis (Forrest Gump, o contador de Histórias, 1994), Aliados flerta entre os gêneros drama e filme de guerra, porém carrega uma dose extra de romantismo entre os agentes infiltrados Max (Brad Pitt) e Marianne (Marion Cotillard) em plena segunda guerra mundial.


Eles se conhecem em uma missão - na cidade de Casablanca dominada pelo governo nazista - se casam e seguem a vida na Inglaterra. Após um ano, o casamento perfeito fica ameaçado por uma suspeita de que Marianne é na verdade uma espiã alemã infiltrada para repassar planos secretos para as tropas inimigas.


Há a utilização de uma elipse (salto temporal), que deixa dicas de que o filme seguiria uma sequência em que não haveria informações interessantes. Ledo engano, uma vez que a história cresce e se transforma com o cotidiano do casal. Isso somado à toda carga dramática familiar aliada à tensão existente no cenário bucólico.

O longa tem figurinos impecáveis, cenários perfeitos e efeitos especiais memoráveis, porém peca em um roteiro que é longo e verborrágico demais, fazendo com que perca o ritmo no decorrer das cenas. A surpresa se dá ao não termos um fundo moralista - como em todos os filmes de Zemeckis - mas dois lados da moeda. A história do casal, assim como a química existente entre os atores em cena, transportam a ficção para uma semi-realidade.


Trilha-sonora, fotografia e arte são algumas das impecáveis qualidades que fazem do filme maior. A fotografia - que carrega a marca do diretor - é levemente contrastante. O figurino representa toda a parte emocional do casal cena após cena. O ponto alto fica por conta da direção de arte que recriou belos cenários da década de 40.


Aliados apresenta um drama comovente, que no passado histórico feriu e deixou marcas que se perpetuam até os dias de hoje.

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