REI ARTHUR: A lenda da Espada (King Arthur: Legend of the Sword)


A espada será tirada da pedra de novo

O herói da mitologia celta - que se tornou o melhor rei da Inglaterra após erguer uma espada fincada numa pedra - torna-se um longa-metragem dirigido e roteirizado por Guy Ritchie (Sherlock, 2009). O primeiro de uma franquia de seis filmes e mais um numa série de longas inspirados no personagem que inclui Camelot (Joshua Logan, 1967), Excalibur (John Boorman, 1981), A Espada Mágica - a Lenda de Camelot (Frederick Du Chau, 1998), A Espada era a Lei (Wolfgang Reitherman, 1963) e muitos outros derivados sobre o personagem.


Após ser traído por ser irmão Vortigern (Jude Law) e ter o trono roubado, rei Ulther Pendragon (Eric Bana) foge com seu filho Arthur - na infância interpretado poe Oliver Barker e Zac Barker -, antes de ser morto pelo Rei Demônio. Os anos passam, o pequeno é criado por prostitutas, ganha a sabedoria das ruas, aprende a vencer brigas e se torna um sarcástico mercenário, agora interpretado por Charlie Hunnam. Ele vende informação à Guarda Real, cobra impostos dos mercadores e põe moral em meninos de ruas.


Chega o dia em que uma espada mágica fincada numa pedra aparece e o rei obriga todos os homens a tentarem tirá-la. Daqui em diante já conhecemos o resto da história da conquista do trono. Em vez do mago Merlin, ele é treinado por uma maga (Astrid Bergès-Frisbey) e precisa lidar com os traumas do passado. Conta com ajuda do grupo rebelde liderado por Bevedere (Djimon Hounsou) além da sua gangue de amigos para tirar o trono do tio usurpador.

A montagem chama atenção pelas sequências sobre esquemas elaborados e eventos narrados em off paralelamente a acontecimentos simultâneos, ou são mesclados ao flashforward (idas ao futuro, dentro da história). Essa técnica dá onipresença a qualquer personagem.


O figurino deixa referências modernas para a trama medieval como Scarface (Brian De Palma, 1983) através do antagonista. O próprio Charlie reprisa seu personagem da série Filhos da Anarquia (Kurt Sutter, 2014) através do protagonista, e para quem gosta de cultura pop, há um toque de Deadpool (Tim Miller, 2016). A direção de arte deu um visual de fantasia medieval ao mesclar jogos eletrônicos God of War e League of Legends assim como o jogo de cartas Magic The Gathering.


O roteiro possui muita influência de Hamlet - de William Shakespeare - cujo enredo inspirou o clássico Rei Leão (Roger Allers e Rob Minkoff, 1994) em que uma disputa pelo poder é entre tio e sobrinho, principalmente devido à usurpação do trono de direito.

Espere por muitos efeitos especiais, cultura pop e a jornada do herói (conceito de personagem desenvolvido pelo antropólogo Joseph Campbell ).

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