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AO CAIR DA NOITE (It comes at nigth)

  • 23 de jun. de 2017
  • 1 min de leitura

Forças misteriosas de um psicológico impactante


Ao Cair da Noite - do diretor Trey Edward Schult (Krisha, 2015) - é um filme de grande impacto carregado de paranoia e desconfianças. Schult parece ansioso por revelar sua assinatura autoral e na ambição de suas metáforas.


Na trama, Joel Edgerton (O Grande Gatsby, 2013) interpreta um pai de família que fará de tudo para proteger sua a mulher e seu filho de uma presença misteriosa que os aterroriza pela porta da frente.

O roteiro é um dos trunfos do filme, mas poderia ser reduzido na segunda metade indo direto para o desfecho da narrativa. Nessa única sequência nota-se a delicadeza de Travis (Kelvin Harrison), o garoto de 17 anos que parece resistir à paranoia e o isolamento de seus pais.


Levando em consideração contextos de isolamento e luta pela sobrevivência, tudo parece piorar a situação dos personagens, que a cada decisão transforma o filme em algo perturbador, onde a curiosidade vai aumentando a cada fato. É uma história sufocante, e mostra que a criatividade, a montagem e o elenco não dependem efeitos especiais. A fotografia usa contrastes de luz e sombra, deixando os ambientes bonitos, mas ameaçadores também.


Em Ao Cair da Noite não temos certeza de nada, sequer sabemos onde tudo está se passando. A imprevisibilidade prevalece até o final revelando que surge um terror em plena forma.

 
 
 

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Também escreve esquetes de humor para internet (algumas no programa que também produziu chamado Dedo Indicador) e contos ainda não publicados. Atualmente está filmando dois curtas de sua autoria.  

 

Formado pela FACHA/RJ em Jornalismo e Publicidade & Propaganda. Fez aulas particulares com Jorge Duran (roteirista de Pixote e Lucio Flávio - Passageiro da Agonia). Fez a Oficina de Roteiro da Rio Filme e inúmeros cursos de roteiro com profissionais da área.

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