TESNOTA (idem)


Um pouco do Cáucaso


Tesnota, cuja tradução para o português é proximidade, é o primeiro filme do diretor e roteirista Kantemir Balagov, apresentado no Festival de Cannes, na seleção “Un certain Regard”.

Em entrevista durante o evento, o autor, que é caucasiano, relata ter feito o filme primeiramente com o propósito de mostrar o que o Norte do Cáucaso é, devido a ser um território dificilmente explorado pelo cinema e em segundo, a história central é baseada numa história real. O tema central desta, são as relações humanas na família, as diferenças culturais e relações interpessoais. Ele comenta que enquanto trabalhava na história e seus personagens, questionou a principal percepção como verdade nas relações familiares: a necessidade do auto-sacrifício.

A história se passa em 1998, no norte do Cáucaso russo. Uma família judaica - após comemoração do noivado de seu filho - sofre com o sequestro deste e precisa obter o dinheiro para o resgate. Além disto a irmã do jovem sequestrado, Ilana (Darya Zhovner) já estava envolvida com um cabardino, outra minoria étnica do país. Em decorrência disto, ela tem que se haver com a dificuldade de tentar viver a própria vida numa comunidade tradicional, onde a mulher deve ser submissa. A atuação de Darya, em seu primeiro papel na tela, é que dá força ao filme.


É possível também comparar o microcosmo família, onde Ilana tenta viver a ida como quer, quebrando tradições familiares com a Rússia possuidora de um histórico de totalitarismo, e que pouco mudou em seu cerne desde o Império, passando pelo comunismo, e sendo agora capitalista.


O filme também desvela a situação das minorias étnicas no Cáucaso, que sofrem desde o Império Russo. Apesar da difícil realidade da família, o filme possui um final feliz, mas não no sentido hollywoodiano e sim de que é possível continuar vivendo.

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