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DORIVAL CAYMMI - UM HOMEM DE AFETOS (Idem)

  • 6 de abr. de 2019
  • 1 min de leitura

Cine - Tranquilidade

Dirigido por Daniela Broitman (Marcelo Yuka - No Caminho das Setas, 2011), o documentário Dorival Caymmi - Um Homem de Afetos parte de uma entrevista realizada em 1998, associada a outros materiais de arquivo, pra dessa forma traçar um belo painel acerca de um dos maiores mitos da história da música popular brasileira: o compositor baiano Dorival Caymmi (1914 - 2008).


Sensível e (pra não perder o trocadilho) afetuoso na medida certa, o filme em questão nos faz adentrar o magnífico universo criado pelo rico repertório do gigante tranquilo, Dorival.


Fruto de uma época em que a poesia em forma de música e a beleza das coisas simples e cotidianas tinha de fato seu lugar na música radiofônica, ou seja, acessível ao grande público, Caymmi narrou como ninguém a deliciosa "baianidade", caracterizada por uma displicência consciente que parece não mais ter lugar no pragmático mundo contemporâneo.

Observação: com toda certeza, a polêmica recente em torno da bombástica entrevista dada por Nana Caymmi - filha do mito -, na qual a cantora se refere de forma nada elogiosa a alguns conterrâneos - e também contemporâneos - seus, tais como Gilberto Gil e Caetano Veloso; talvez, indiretamente, possa atrair uma maior atenção em torno do filme dedicado a seu pai.


Porém, o que realmente importa, eu que esse filme não é sobre ela, mas sim, sobre beleza, respeito e poesia maior que tem um nome: o grande Dorival Caymmi.

 
 
 

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Também escreve esquetes de humor para internet (algumas no programa que também produziu chamado Dedo Indicador) e contos ainda não publicados. Atualmente está filmando dois curtas de sua autoria.  

 

Formado pela FACHA/RJ em Jornalismo e Publicidade & Propaganda. Fez aulas particulares com Jorge Duran (roteirista de Pixote e Lucio Flávio - Passageiro da Agonia). Fez a Oficina de Roteiro da Rio Filme e inúmeros cursos de roteiro com profissionais da área.

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