TED BUNDY - A IRRESISTÍVEL FACE DO MAL (Extremely Wicked, Shockingly Evil and Vile)



O Homem das Mil Faces

Ted Bundy - A Irresistível Face do Mal retrata aquele que foi, sem dúvida, o mais famoso psicopata da história norte-americana e - por que não mundial? - o mítico Ted Bundy.

Inteligente, carismático, boa pinta, bom marido e bom pai adotivo, etc. Por outro lado, um monstro frio e sanguinário. Assim era Mr. Bundy.


Não confundir este filme com a obra homônima de 2002 e dirigida por Matthew Bright (Na Ponta dos Pés, 2002). Esta nova versão tem vários méritos e também algumas limitações. Dirigido por Joe Berlinger (O Paraíso Perdido, 1996) apresenta um lindo trabalho de reconstituição de época (direção de arte e figurinos), recompondo a estética típica do final dos anos 60 até meados dos 80, além de uma bela fotografia permeada por cores quentes e aspecto envelhecido, o que só ressalta a beleza das imagens.


Porém, o formato escolhido - às vezes semelhante ao de um telefilme - limita o trabalho do diretor em termos de linguagem e variedade de planos (enquadramentos), fazendo com que vejamos uma enxurrada de planos médios e closes, talvez em busca de empatia por parte do público das emissoras de TV a cabo.

O ex- ídolo teem, Zac Efron (High School Musical, 2006), surpreendente ao apresentar uma atuação - no mínimo - competente na pele de um protagonista que obviamente necessita de muito carisma, sobretudo pra ser convincente aos olhos do público acima dos 40 anos. Ou seja, aqueles que acompanharam durante anos, por meio da TV e jornais da época, as inúmeras atrocidades cometidas por Bundy.


Também merecem destaque a presença do indefectível John Malkovich (Quero Ser John Malkovich, 2002), interpretando o juiz que comandou o julgamento final do famigerado psicopata, bem como a pequenina, mas divertida, participação de James Hetfield (vocalista da banda Metallica), encarnando um investigador de polícia.


Ted Bundy, de rapaz inteligente e bonitão a assassino frio e sanguinário que se converteu numa autêntica celebridade no longo período em que tentou provar sua "inocência" em relação aos inúmeros crimes pelos quais foi acusado. Demonstração maior de que, nesta autêntica sociedade do espetáculo sob o qual vivemos (lembrando que o julgamento que o conduziu à prisão e posterior pena de morte, foi transmitido em rede nacional a todos os lares norte-americanos), qualquer um, por mais infame que seja, pode se tornar uma celebridade. Basta não ter qualquer tipo de pudor moral ou caráter...



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