DAFNE (idem)


Uma perda de tempo


Logo após a morte de sua mãe, Dafne (Carolina Raspanti) - uma jovem com Síndrome de Down - precisa aprender a se entender com seu pai, com o qual nunca teve uma boa convivência, ao perceberem que só possuem um ao outro.


Em termos gerais, o que vemos é um filme entediante que tem potencial, mas o desperdiça com planos extremamente contemplativos e uma câmera na mão bastante tremida, parecendo ter Mal de Parkinson.


Diálogos banais que não levam a lugar nenhum, num enredo perdido - se é que possui algum - Dafne constitui uma autêntica obra-prima do fracasso.


O personagem do pai é construído sem demonstrar qualquer emoção, enquanto a protagonista precisa provar o tempo todo que é inteligente e capaz de levar uma vida normal.

O filme, aliás, parece existir unicamente para comprovar que um indivíduo com Síndrome de Down é totalmente capaz viver normalmente e se integrar à sociedade. Não há qualquer aprofundamento dos personagens ou mesmo da relação cotidiana entre pai e filha. A mãe da garota morre, não se sabe o porquê e, ainda mais estranhamente, a perda não é vista com tristeza e nem mesmo parece ser de fato sentida.


Há uma tentativa falha de se colocar a jovem atriz tentando chorar pela perda da mãe, no entanto, a cena é constrangedora por não conseguir arrancar de fato nenhuma lágrima da garota, apesar de muitas tentativas.


A trilha sonora, além de quase inexistente, só reforça nossa sensação de tédio em relação ao filme. Talvez o único momento realmente inspirado em Dafne seja a cena em que o pai conta como foi difícil encarar o nascimento da filha.


No mais, temos apenas um filme enfadonho e mal realizado, que visivelmente tinha um potencial que não foi aproveitado, por incompetência do diretor em conduzir a trama de modo emocionante.

Em termos gerais, Dafne é um filme maçante, cansativo, sem roteiro ou mesmo argumento.


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