AD ASTRA - RUMO ÀS ESTRELAS  (Ad Astra)


A consagração de Brad Pitt


Em Ad Astra - Rumo Às Estrelas, dirigido por James Gray (Os Donos da Noite, 2007), o tom pessimista que paira sobre todo o filme me lembrou muito o ultra clássico do gênero ficção científica, Solaris (1972) de Andrei Tarkovsky. Até porque, a ideia de um espaço sideral desconhecido capaz de literalmente enlouquecer aqueles que por ali se aventuram, sem a menor dúvida, vai muito ao encontro da temática abordada no célebre filme do mestre russo.

Do ponto de vista técnico e sobretudo estético, o novo filme de James Gray se assemelha em muitos aspectos a Gravidade (2013) de Alfonso Cuarón. Porém, Ad Astra possui uma trama bem mais densa e muito melhor desenvolvida do que aquela apresentada em Gravidade que trata-se de um filme puramente estético.

O astro Brad Pitt (Seven - Os Sete Pecados Capitais, 1995), por sua vez, comprova mesmo ter se tornado um dos melhores atores de sua geração, nos brindando com uma atuação segura, discreta, melancólica e indiscutivelmente competente.

Merece também destaque a pequena, mas sempre marcante, presença de Tommy Lee Jones (Onde Os Fracos Não Tem Vez, 2007) como pai do protagonista vivido por Brad Pitt. Embora em pequena participação, o inegável carisma de Mr. Jones torna extremamente emocionante a cada momento em que ele aparece em cena.


Belamente melancólica, a visão pessimista que Ad Astra nos apresenta acerca do futuro da humanidade (sempre marcada pela ganância e permanente insatisfação) é estranhamente reconfortante no sentido de nos fazer concluir que, embora vivamos num universo de proporções infindáveis e sempre capaz de nos trazer novas descobertas e experiências, no fundo todos nós somos incrivelmente solitários ao imergirmos em nossos sonhos e aspirações pessoais.


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