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A FARSA (Mascarade)





CREPÚSCULO DE UMA DEUSA


por Ricardo Corsetti


Divertida comédia dramática a respeito de um charmoso casal de vigaristas e aproveitadores profissionais, vivido por Pierre Niney (Golias, 2021) e pela bela e charmosíssima Marine Vacth (Jovem e Bela, 2013).

O principal mérito de A Farsa, aliás, reside na qualidade de seu elenco que conta ainda com o excelente François Cluzet (Intocáveis, 2011) e também com a ex-diva suprema do cinema francês Isabelle Adjani (Possessão, 1981).


Observação pertinente: ao lado da outra Isabelle (Huppert) de A Professora de Piano (Michael Haneke, 2002), por exemplo, mademoiselle Adjani sempre foi uma de minhas atrizes preferidas, mas, após ver seus mais recentes trabalhos, uma conclusão é inevitável: ela realmente não é mais a mesma. E não digo isso apenas por conta de sua atual aparência física, claro que não. Mas é fato que tal aparência, onde já não é possível encontrar qualquer expressão facial, obviamente, acaba comprometendo seriamente seu desempenho como atriz. Fato realmente lamentável.

O desenvolvimento da trama acaba pecando um pouco pelo excesso de reviravoltas, às vezes desnecessárias. Mas, em termos gerais, funciona muito bem graças a um elenco - em sua maioria - muito afinado, que nunca deixa a coisa desandar.

Filme charmoso e elegante, com destaque para um belo trabalho de direção de arte (cenografia e figurinos), onde há inclusive - nas entrelinhas - um certo "Q" de crítica/sátira à hipocrisia das convenções sociais presente no universo da burguesia francesa, mas que, cá entre nós, caracteriza o universo das elites em qualquer lugar do mundo.


Um filme tipicamente europeu, cuja sutileza com que se apresentam determinadas situações, dificilmente seria vista num filme norte-americano, por exemplo.




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