O ALVO HUMANO (Human Target)
- 10 de mar.
- 2 min de leitura

“MISTUREBA” EFICIENTE
por Antonio de Freitas
Alvo Humano (Human Target, 2010 - 2011) é uma série que está sendo lançada no Brasil depois de 16 anos de seu lançamento nos Estados Unidos e vai ter uma tarefa bem difícil para capturar a atenção do espectador. É quase uma geração de diferença que pode deixar o espetáculo um tanto datado em certos aspectos e pode ter dificuldade na assimilação por parte dos espectadores.

O episódio piloto já começa com ação nas alturas e apresenta seu protagonista, Christopher Chance, um tipo especial de guarda costas que é contratado por pessoas muito importantes preocupadas com algum tipo de ameaça para que os proteja e identifique de onde vem o perigo. Nos primeiros minutos ele é apresentado e definido como uma espécie de James Bond na pele de Mark Valley (Duro de Casar, 2025) que é uma mistura do estilo elegante debochado de Roger Moore (1927-2017) com o estilo violento e intenso de Daniel Craig (Vivo ou Morto: Um Mistério Knifes Out, 2025).
Na sua primeira aventura ele tem que proteger Sthephanie Dobbs, uma importante designer de uma empresa que está lançando um trem de altíssima velocidade. E está sendo perseguida por algum tipo de assassino por um motivo que ninguém sabe e precisa de proteção na viagem inaugural neste trem que está repleto de gente muito importante. Ela é interpretada pela belíssima e bem pouco aproveitada Tricia Helfer que ficou famosa por ter sido a sedutora Cylon Número 9 do ótimo “remake” Galática Astronave de Combate (Battlestar Galactica, 2004-2009). Desfila sua estampa de Bond Girl alta demais para arranjar par romântico e garante o espetáculo de beleza e charme.

O trem parte e com ele partimos para uma aventura que é um misto de Missão Impossível (Mission: Impossible, 1996) e A Força em Alerta (Under Siege, 1992) bem na pegada pancadaria com muitas cenas de ação, suspense, exageros e repleta de reviravoltas que é uma característica forte dos bons filmes de ação da década de 90.
A produção é de primeira com efeitos especiais e cenários dignos de “blockbusters” que, apesar de terem sido feitos em 2010, ainda tem impacto. E é repleta de referências e não tem vergonha de deixar bem claras suas inspirações muito bem trabalhadas pelo roteiro e direção que sabiam muito bem o que estava fazendo. Juntam tudo isso em uma “mistureba” divertida que vai agradar aos saudosos dos ótimos filmes de ação do final do Século XX.


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