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O CONVENTO (Consecration)



UMA BOA PREMISSA DESPERDIÇADA



por Ricardo Corsetti


Sinceramente, poucas vezes fui a uma sessão de cabine de imprensa (lotada, a propósito) em que era visível, tanto a boa expectativa em relação a um filme, quanto a imensa decepção generalizada pós sessão, conforme ocorreu no caso de O Convento.

Talvez a elevada expectativa inicial em relação ao longa se deva ao fato de aficcionados, como eu, pelo gênero horror saibam que, quase sempre, tramas envolvendo freiras e conventos costumam render ótimos filmes do gênero, tais como o ultraclássico polonês Madre Joana dos Anjos (Jerzy Kawalerowcys, 1961), por exemplo.


Infelizmente, porém, o longa dirigido e corroteirizado pelo britânico Christopher Smith (Riviera, 2020) é pura decepção graças a diversos fatores: trama capenga e mal desenvolvida cheia de cenas e momentos desconexos, efeitos especiais que chegam a ser verdadeiramente risiveis, graças a tosquice técnica com a qual são realizados, etc.


Em suma, apesar do bom elenco capitaneado pela sempre carismática Jena Malone (Donnie Darko, 2001), pouquíssima coisa se salva ou merece destaque, nessa produção bastante equivocada.



Talvez algumas belas locações - aparentemente localizadas na Espanha, por exemplo -, onde ocorrem determinadas passagens da história, possam também ser dignas de nota. Mas, realmente, ainda é muito pouco para se justificar a existência dessa sucessão de equívocos chamada O Convento. Uma pena mesmo.


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