SOMBRAS DO TERROR (THE SHED)




VELHA FÓRMULA, NOVO CONTEXTO


por Ricardo Corsetti

No universo dos filmes de horror e mais especificamente no subgênero "slasher" (terror com doses cavalares de sangue), a temática envolvendo indivíduos maltratados ou ridicularizados no meio social onde vivem, gerando mais adiante uma explosão de violência vingativa direcionada aqueles que assim os trataram, sempre foi muito recorrente.


Filmes como Halloween (John Carpenter, 1978) e Chamas da Morte (Tony Maylam, 1981), pavimentaram o caminho em direção àquilo que em meados dos anos 90, sobretudo a partir de Pânico (Wes Craven, 1996) viria a ser uma tendência extremamente popular naquele período: o "teenager slasher", com seus personagens sempre egressos do universo adolescente norte-americano.


Sombras do Terror, filme protagonizado por dois adolescentes vítimas de bullying no colégio onde estudam (e também por parte de seu próprio avô), bebe claramente nesta fonte do terror oitentista e noventista, engrossando um filão que, aliás, tem rendido ótimos novos filmes de horror adolescente, como Freak - No Corpo de um Assassino (Christopher Landon, 2019) por exemplo.

O diretor/roteirista Frank Sabatella (Blood Night: The Legend of Mary Hatchet, 2009) mostra competência técnica ao conduzir Sombras do Terror, mas peca um pouco pela previsibilidade da trama e também pela escolha de um elenco pouco inspirado.


Talvez o principal mérito de "Sombras" seja mesmo o flerte com o sobrenatural, ao optar por combinar a temática já clássica do "teenager slasher" e seus adolescentes problemáticos e vitimizados pela sociedade com uma espécie de vingador não-humano e que nem tem, portanto, consciência do fim para o qual está sendo utilizado.


Entre erros e acertos, Sombras do Terror cumpre bem sua função enquanto entretenimento mórbido e divertido para os fãs do gênero (como eu, por exemplo).



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