SORRIA (Smile)




TERROR CONTEMPORÂNEO SEM MEDO DE SUJAR AS MÃOS DE SANGUE

por Ricardo Corsetti


No momento em que os novos filmes de horror, quase sempre associados à tendência contemporânea conhecida como "Pós-Horror" (Post Horror), caracterizada por filmes, digamos assim, insípidos (sem sabor) e assépticos, é bom ver um trabalho contemporâneo que não tem pudor em abusar do gore (sangue jorrando), tal como o faz Sorria.

O diretor/roteirista estreante Parker Finn acerta ao, aparentemente, flertar com a estética do clássico giallo (terror italiano), chegando inclusive a lembrar - já próximo a seu desfecho - o célebre Suspiria (Dario Argento, 1977).


A protagonista Sosie Bacon (Nosso Último Verão, 2020), filha do renomado ator Kevin Bacon (Sobre Meninos e Lobos, 2003) demonstra talento e carisma de sobra, em meio ao jovem elenco de apoio, que também colabora muito para o êxito do filme.


Apesar do desfecho um tanto precipitado e mal explicado, em termos gerais, a trama flui bem e praticamente não há momentos ou reviravoltas desnecessárias no desenvolvimento da narrativa.



Em se tratando de um filme realizado por um diretor/roteirista estreante, dentro do esperado, o resultado é bem satisfatório e as referências utilizadas (já citadas acima) também são ótimas.