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SORRIA (Smile)

  • 1 de out. de 2022
  • 1 min de leitura



TERROR CONTEMPORÂNEO SEM MEDO DE SUJAR AS MÃOS DE SANGUE


por Ricardo Corsetti


No momento em que os novos filmes de horror, quase sempre associados à tendência contemporânea conhecida como "Pós-Horror" (Post Horror), caracterizada por filmes, digamos assim, insípidos (sem sabor) e assépticos, é bom ver um trabalho contemporâneo que não tem pudor em abusar do gore (sangue jorrando), tal como o faz Sorria.

O diretor/roteirista estreante Parker Finn acerta ao, aparentemente, flertar com a estética do clássico giallo (terror italiano), chegando inclusive a lembrar - já próximo a seu desfecho - o célebre Suspiria (Dario Argento, 1977).


A protagonista Sosie Bacon (Nosso Último Verão, 2020), filha do renomado ator Kevin Bacon (Sobre Meninos e Lobos, 2003) demonstra talento e carisma de sobra, em meio ao jovem elenco de apoio, que também colabora muito para o êxito do filme.


Apesar do desfecho um tanto precipitado e mal explicado, em termos gerais, a trama flui bem e praticamente não há momentos ou reviravoltas desnecessárias no desenvolvimento da narrativa.



Em se tratando de um filme realizado por um diretor/roteirista estreante, dentro do esperado, o resultado é bem satisfatório e as referências utilizadas (já citadas acima) também são ótimas.




 
 
 

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Também escreve esquetes de humor para internet (algumas no programa que também produziu chamado Dedo Indicador) e contos ainda não publicados. Atualmente está filmando dois curtas de sua autoria.  

 

Formado pela FACHA/RJ em Jornalismo e Publicidade & Propaganda. Fez aulas particulares com Jorge Duran (roteirista de Pixote e Lucio Flávio - Passageiro da Agonia). Fez a Oficina de Roteiro da Rio Filme e inúmeros cursos de roteiro com profissionais da área.

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