UM TIO QUASE PERFEITO 2


UM ATOR EM ESTADO DE GRAÇA

por Ricardo Corsetti Comédias envolvendo situações tipicamente ligadas ao universo familiar sempre foram sinônimo de êxito no cinema internacional. Portanto, nada mais lógico do que o Brasil ter finalmente descoberto, nos últimos anos, esse filão de sucesso praticamente garantido.

Quanto a Um Tio Quase Perfeito 2, se por um lado o filme não traz grandes novidades em relação aos fundamentos do gênero, por outro, confirma o inegável talento cômico de seu protagonista Marcus Majella (Chocante, 2017) que revela incrível desenvoltura para viver as mais loucas situações ao lado de seus sobrinhos fictícios.


O diretor e também roteirista Pedro Antônio Paes (Altas Expectativas, 2016) erra um pouco a mão ao basear sua trama num fato um tanto deslocado da realidade contemporânea, ou seja, por que a irmã de Tony (o protagonista), em pleno século XXI, precisaria do consentimento familiar, inclusive do de sua mãe (Ana Lúcia Torre) para se casar? Mas de qualquer modo, a força do filme reside mesmo é na disputa pela atenção dos sobrinhos de Tony - dentre eles, a bela Patrícia, vivida por Júlia Svacinna - em relação a seu futuro cunhado Beto (Danton Mello), por meio das inúmeras trapalhadas empreendidas pelo ciumento tio, visando continuar sendo o número um no coração dos pimpolhos. Daí por diante seguem-se uma série de situações típicas do universo da comédia familiar, com muitas trapalhadas e escatologia ("puns" soltos em público, "piriri" pós-almoços sabotados, etc), onde tudo flui relativamente bem, graças ao já mencionado talento de Majella para a comédia física e popular.


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