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Atualizado: 23 de jun. de 2023





QUANDO UMA SIMPÁTICA IMAGEM, DIZ MESMO MAIS DO QUE MIL PALAVRAS



por Ricardo Corsetti


Dirigido e corroteirizado pelo consagrado realizador polonês Jerzy Skolimowski (11 Minutos, 2015), EO nos apresenta a história de um simpático burrinho, após fugir do circo onde trabalha e encarar os desafios cotidianos de conviver e lidar com o pior ser vivo que habita o planeta Terra, ou seja, o ser humano.

Sabemos que filmes protagonizados por animais, sobretudo quando realizados em Hollywood, tendem a idealizar e antropomorfizá-los (dar características humanas) em excesso. Felizmente, este não é o caso da simpática produção polonesa, recentemente indicada ao Oscar de melhor filme estrangeiro, aliás.


EO consegue entreter, sem nunca cair na armadilha de dar doses de fofura excessiva a seu protagonista equino, gerando portanto, empatia em relação ao burrinho, mas sem subestimar a inteligência ou senso de realidade por parte do espectador.


Por meio de um estilo narrativo quase documental, EO cumpre bem sua tarefa de nos apresentar todo o egoísmo, oportunismo e, por vezes, pura maldade mesmo do bicho homem.


O mundo como ele de fato é, visto e apresentado a nós pelo ponto de vista do simpático burrinho, me fez lembrar um pouco o estilo do ultraclássico filme tcheco Um Dia, Um Gato (Vojtech Jasny, 1964), embora aqui haja uma secura e objetividade muito maior no estilo narrativo.


Ah, Polônia, berço eterno de grandes gênios da sétima arte do porte de um Roman Polanski (O Bebê de Rosemary, 1968) e Andrezj Wajda (Cinzas e Diamantes, 1951), por exemplo, tu não cansas mesmo de nos brindar com gente talentosa e muito criativa. Que ótimo isso!



Atualizado: 23 de jun. de 2023





MADEMOISELLE HUPPERT


por Ricardo Corsetti


Quem me conhece razoavelmente bem, sabe que qualquer coisa (me refiro a filmes, claro) que envolva a presença da excepcional Isabelle Huppert (A Professora de Piano, 2001) já me desperta a atenção imediatamente.

Quanto ao interessante Uma Vida Sem Ele, um bom drama com toques de comédia dirigido pelo estreante Laurent Lariviére, é inegável que ela (Huppert) é simplesmente a alma do filme, um autêntico sistema solar, onde tudo e todos transitam e dependem deste imenso sol provedor.


Filme bem realizado, com competente trabalho de direção de arte (cenografia e figurinos) nas cenas que envolvem reconstituição de época, visto que a trama se passa em dois períodos distintos: o final dos anos 60 (juventude de Joan) e também nos dias atuais, momento em que a protagonista se tornou uma bem sucedida editora.


Embora com duração enxuta (1 hora e 41 minutos), em determinados momentos o filme chega a cansar um pouco mas, graças à inigualável força cênica de Huppert, Uma Vida Sem Ele consegue superar suas limitação narrativas e é também eficiente no sentido de guardar até o final um segredo que é o grande trunfo para se entender toda a trama e também o porquê da relativa amargura, sempre presente no cotidiano da protagonista.


Tecnicamente bem realizado e marcado por aquele senso de humor peculiar que só mesmo um típico filme francês pode oferecer, Uma Vida Sem Ele cumpre bem seu papel de entreter com conteúdo, embora nem sempre supere suas limitações narrativas.







MAIS DO MESMO EM EMBALAGEM FOFA E RECICLADA


por Ricardo Corsetti


E só comprovando que a tendência às intermináveis franquias, chegou mesmo para ficar na Hollywood contemporânea, uma das mais populares (e lucrativas) entre tais franquias (Transformers) chega ao sétimo filme!

E como já era de se esperar, não há grandes novidades em relação à fórmula já consagrada no que se refere à famigerada franquia; salvo o fato de que há aqui, uma evidente tentativa de adequação aos novos tempos, visto que, ao contrário do que ocorria nos filmes anteriores, não temos aqui o estereótipo clássico do cidadão norte-americano padrão, como protagonistas, mas sim, um simpático filho de imigrantes latinos, vivido pelo carismático Anthony Ramos (Em Um Bairro de Nova Iorque, 2021) e também uma empoderada mulher afro-americana, vivida por Dominique Fishback (Judas e o Messias Negro, 2021).


No mais, não se vê nada além de uma trama genérica e calcada no melodrama, combinada a muitas e muitas cenas de ação vertiginosa, é claro.



O jovem diretor Steven Caple Jr (Rapture, 2020) se mostra habilidoso em termos propriamente técnicos, mas nem tanto, em termos narrativos ou de desenvolvimento de trama. O que resulta, obviamente, num filme extremamente previsível e praticamente sem qualquer surpresa.

Outra coisa que incomoda bastante é a clara intenção de se tentar agradar ao público ao todo custo, mesmo que isso gere absurdos do tipo: absolutamente ninguém morre de fato ao longo da trama. Ou melhor, alguns supostamente perecem em determinadas situações para que, logo em seguida, se encontrem as explicações mais estapafúrdias do mundo para se justificar como o personagem não pereceu de fato, embora fosse inevitável escapar são e salvo em tais situações.


Em resumo, ousadia quase zero e opção ineficiente no sentido de se tentar agradar ao espectador a todo custo caracterizam Transformers - O Despertar das Feras.


É, sinal de cansaço é mesmo pouco para a célebre franquia.


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Também escreve esquetes de humor para internet (algumas no programa que também produziu chamado Dedo Indicador) e contos ainda não publicados. Atualmente está filmando dois curtas de sua autoria.  

 

Formado pela FACHA/RJ em Jornalismo e Publicidade & Propaganda. Fez aulas particulares com Jorge Duran (roteirista de Pixote e Lucio Flávio - Passageiro da Agonia). Fez a Oficina de Roteiro da Rio Filme e inúmeros cursos de roteiro com profissionais da área.

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