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A VOLTA DOS DOCUMENTÁRIOS EM TELA GRANDE


por Beto Besant


Começou na capital paulista e carioca o maior evento de documentários do país, o É TUDO VERDADE - Festival Internacional de Documentários.


Na coletiva de imprensa - encabeçada por seu idealizador Amir Labaki - que aconteceu no Itaú Cultural da Avenida Paulista (São Paulo), estavam presentes Eduardo Saron (Itaú Cultural), Paulo Casari (Cinesesc) e Márcia Scapatício (SPcine). O diretor-fundador falou sobre a felicidade que é poder voltar a realizar o evento em edições presenciais.


O evento, que acontece de 13 a 23 de abril em seis salas em São Paulo e três no Rio de Janeiro, traz 72 filmes - entre curtas, médias e longas-metragens - de 34 países, todos com sessões gratuitas. Também acontecerão conferências, debates e sessões de streaming para quem estiver em outras regiões.


As sessões presenciais acontecerão em São Paulo no Cine Marquise, Cinemateca Brasileira, Sesc 24 de Maio, Instituto Moreira Salles e Centro Cultural São Paulo. No Rio de Janeiro acontecem no Estação Net Rio e Estação Net Botafogo.


No dia 22 acontecerá a Cerimônia de Premiação na Cinemateca Brasileira, na capital paulista. Os filmes premiados, independente de minutagem, estarão aptos à apreciação do Oscar. produções premiadas pelo júri oficial terão reapresentações especiais no Rio de Janeiro e São Paulo no dia 23 de Abril.


A 28ª edição do evento faz uma homenagem a Humberto Mauro (1897 - 1983) e a Jean-Luc Godard (1930 - 2022). Do brasileiro, serão exibidos dez filmes, além de dois documentários sobre sua obra. Do francês serão exibidos oito episódios da série Histórias do Cinema (1987 - 1998).


No streaming - que acontecerá no Itaú Cultural Play - serão exibidos dois filmes latino-americanos: Beleza Silenciosa (de Jasmin Mara López) e Hot Club de Montevidéu (de Maximiliano Contenti) e também sete dentre os curtas-metragens brasileiros em competição.


A coletiva de imprensa terminou com a exibição do filme Liberdade em Chamas, de Evgeny Afineevsky, que aborda a guerra na Ucrânia. Extremamente duro, o filme mostra como é difícil a vida de uma população refém de governantes que os obrigam a lutar - de todas as formas - e abrir mão de seus maridos, pais e filhos para a guerra, sem contar nas inúmeras pessoas mortas ou feridas. A obra nos coloca muito próximos da crueldade que essas pessoas vivem que, por mais que saibamos que nenhuma guerra é fácil, não temos tanta noção da dura realidade que essas pessoas estão vivendo atualmente. E pra piorar, os governantes responsáveis pela guerra e seus próximos estão muito longe do front.

A primeira versão do filme foi lançada no Festival de Veneza 2022, diante do não término da guerra, o cineasta fez uma atualização dos fatos e apresenta-a em primeira mão no Brasil.


Veja a programação completa em: www.etudoverdade.com.br



Atualizado: 23 de jun. de 2023



RELEMBRANDO OS ANOS NÃO TÃO DOURADOS

por Ricardo Corsetti O novo filme do cineasta brasiliense José Eduardo Belmonte, autor de A Concepção (2006) e Se Nada Mais Der Certo (2008), tem como pano de fundo o conturbado período situado entre 1964 e 1985, ou seja, as duas décadas em que o Brasil viveu sob o regime militar.

Boa reconstituição de época (embora o filme se passe em dois períodos distintos, na verdade) e uma atuação convincente de seu protagonista, vivido por Johnny Massaro (O Filme da Minha Vida, 2017) são, talvez, os únicos méritos do filme. O espírito de rebeldia e contestação que caracterizava o universo jovem da época, mais especificamente situado em 1973, ou seja, período dos "anos de chumbo" do governo Médici, é retratado com competência, inclusive ao apresentar as contradições internas e até certa ingenuidade por conta da geração que se propunha a "mudar o mundo". Destaque, por exemplo, para a cena em que um colega de faculdade da coprotagonista vivida por Júlia Dalavia (Até que a Sorte nos Separe, 2012), do tipo que vive pregando o desapego às coisas materiais, bem como a revolução, etc; aperta o controle do alarme de um automóvel, um Honda Civic, diga-se de passagem, e é questionado por sua amiga: "Ué, trocou de carro?" Ao que ele responde: "Não, este peguei empregado de papai, pois o meu está na oficina mecânica".

É também interessante notar que o filme parece representar uma espécie de, digamos assim, retorno às origens por parte de Belmonte, graças a seu viés razoavelmente autoral. Visto que, após seus primeiros trabalhos acima citados, o diretor havia optado por filmes bem mais comerciais. Por retratar toda a turbulência e contradições internas que caracterizavam aqueles anos não com competente reconstituição de época, O Pastor e o Guerrilheiro talvez valha a conferida - principalmente se for às quartas -, mas deixe seu cérebro em casa.


Atualizado: 23 de jun. de 2023





DIVERSÃO ESCAPISTA, MAS QUE FUNCIONA BEM


por Ricardo Corsetti


Desde quando a escritora norte-americana Anna Todd lançou After, em 2014, inaugurando assim um novo subgênero literário que viria a ser batizado como "New Adult", outros diversos títulos na mesma linha e com a mesma temática invadiram o mercado literário e, posteriormente, também o cinema.

Nesse sentido, Belo Desastre, escrito por Jamie McGuire em 2019 e agora lançado em versão cinematográfica, se insere na mesma linha/filão de mercado.


Mas, ao menos Belo Desastre, em sua versão cinematográfica, tem a vantagem de não se levar tão a sério, se auto ironizando o tempo todo, por exemplo, em relação à frieza dramática da versão filmica de After, lançada em 2019.


Embora afilhado direto do filme citado, a narrativa de Belo Desastre flui bem e cumpre seu propósito de divertir o público, sobretudo na faixa dos 20 aos 30 anos, sem grandes pretensões que tentem ir além da diversão escapista por si só.


O diretor e roteirista Roger Kumble, autor também do ultra-clássico Segundas Intenções (1999), acerta a mão na condução da trama, conseguindo - inclusive - imprimir sua marca registrada: o humor politicamente incorreto e o apelo sensual. Obs: isso, claro, dentro do que o padrão do pudico e "correto" cinema contemporâneo é capaz de permitir, é claro.


A jovem dupla de protagonistas (já na casa dos vinte e poucos ou trinta anos, aliás), não é necessariamente um primor em termos de atuação. A bela Virginia Gardner (A Queda, 2022), justiça seja feita, apresenta um desempenho bem melhor do que seu par masculino Dylan Sprouse (Meu Namorado Fake, 2022). Porém, dentro do esperado, ambos não comprometem o resultado e, claro, são um autêntico colírio para olhos masculinos e femininos.


Em resumo, boa diversão com algumas cenas de ação bem dirigidas - diga-se de passagem - e com claras citações a Clube da Luta (David Fincher, 1999). \em alguns momentos, Belo Desastre funciona muito bem enquanto entretenimento assumido, com belos corpos à mostra e senso de humor na medida certa.



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Também escreve esquetes de humor para internet (algumas no programa que também produziu chamado Dedo Indicador) e contos ainda não publicados. Atualmente está filmando dois curtas de sua autoria.  

 

Formado pela FACHA/RJ em Jornalismo e Publicidade & Propaganda. Fez aulas particulares com Jorge Duran (roteirista de Pixote e Lucio Flávio - Passageiro da Agonia). Fez a Oficina de Roteiro da Rio Filme e inúmeros cursos de roteiro com profissionais da área.

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