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QUASE TODA A OBRA DO CINEASTA PAULISTANO JÁ ESTÁ EM SEU CANAL NO YOU TUBE


O diretor paulistano Edu Felistoque, autor de diversos longas-metragens (ficcionais, documentários e séries), visando democratizar o acesso à audiência, bem como aumentar o leque de acesso gratuito a produções na internet, decidiu disponibilizar em seu canal no You Tube, boa parte de sua obra.


Entre os filmes que lá agora podem ser vistos gratuitamente, estão, por exemplo, a "Trilogia da Vida Real" - projeto composto por 3 longas que dialogam entre si: Insubordinados (2014), Toro (2016) e Hector (2016) -, todos abordando histórias relacionadas ao cotidiano de policiais em São Paulo.


No referido canal, também podem ser vistos curtas-metragens, episódios das séries Buscando Buskers (documental sobre músicos de rua) e Bipolar (ficcional baseada em drama psicológico sobre as relações familiares e cotidianas).

Teasers de algumas produções inéditas, também podem ser vistos no canal de Edu Felistoque.


"Sempre percebi que o cinema nacional, infelizmente não chega de forma abrangente a todos os cinemas brasileiros. Boa parte de meus filmes participaram e foram premiados em festivais nacionais e internacionais, como também já foram exibidos em salas de cinema e canais de TV a cabo. No entanto, embora festivais, salas de cinema e canais de TV sejam de extrema importância, são pagos, só alcançando um público determinado. Daí surgiu a ideia de ampliar esse alcance, disponibilizando boa parte de minha produção no You Tube e assim colocar uma audiência maior e bem mais eclética em contato com meus filmes e séries", afirma o diretor.


*Ainda em 2021, o diretor planeja o lançamento do longa Cano Serrado (filme produzido, fotografado e montado por ele), em coprodução com a Globo Filmes e distribuição da H20, e também do documentário Cracolândia, vencedor do prêmio de melhor documentário no Europe Film Festival e também no 18th International Festival Signs of the Night Berlin 2020, além do prêmio documentário em destaque no Seoul International Short Film Festival.


Sinopse de alguns dos filmes disponíveis no canal do diretor:


Insubordinados

Drama/Policial - 2014, 82 min.

Com: Sílvia Lourenço.


*Primeiro filme da Trilogia da Vida Real, apresenta a arte e a criatividade como ferramenta de fuga de uma realidade angustiante. Insubordinados conta a história de Janete, que acompanha seu pai, um ex-policial que está internado num hospital. Em seu tempo livre, Janete escreve compulsivamente e desenvolve uma trama de ação surpreendente.


Toro

Drama/Policial - 2016, 85 min.

Com: Naruna Costa, Rodrigo Brassoloto, Felipe Krannenberg.


*Carlão (Rodrigo Brassoloto), mais conhecido como "Toro", leva uma vida completamente atormentada pelas lembranças da vida do crime. Após ter sido afastado da corporação e preso, ele foi solto e agora se sustenta trabalhando como motorista de táxi. Mesmo tentando com empenho, encontra dificuldades em enterrar sua antiga imagem, sendo esta a única possibilidade de seguir em frente.


Prêmios em festivais:

Cine PE 2017: Melhor Diretor (Edu Felistoque), Melhor Roteiro (Júlio Meloni/Edu Felistoque), Melhor Ator Coadjuvante (Lampi), Melhor Desenho de Som (Guilherme Picolo/Lucas Costable).


Hector

Drama psicológico/Policial - 2016, 78 min.

Com: Eudir de Souza e Sérgio Cavalcante.


*Filme que encerra a "Trilogia da Vida Real", mergulhando em uma viagem psicológica entre o passado e o presente da personagem e pergunta: O que nos move? Impossível é entender os caminhos que a nossa mente pode tomar para poder suprimir a dor.


Imersão

Drama/Suspense - 2009, 90 min.

Com: Marisol Ribeiro, Giselle Itié, Rodrigo Brassoloto, Alexandre Barillari, Rubens Caribé e Wander Wildner.


*12 de maio de 2006 - o "Onze de Setembro Brasileiro". Cidades Inteiras são atacadas por uma organização criminosa, aterrorizando a população e mobilizando a força policial. Toda a mídia volta as suas lentes para o caso.


Prêmios em festivais:

Festival de Cuba: Melhor Filme (pela crítica);

Festival de Toronto: Melhor Trilha Sonora;

Festival de Natal: Melhor Diretor (Edu Felistoque) e Melhor Montagem.


Para se inscrever, CLIQUE AQUI.





UM DELEITE PARA FÃS

por Jhuliano Castilho



Liga da Justiça - Snyder Cut é um momento único na história do cinema, embora, em razão da pandemia, não tenha de fato sido exibido na tela gigante dos cinemas. O lançamento ficou para o canal de streaming HBO Max.



A produção é um autêntico presente para aqueles fãs que saíram com um gosto amargo dos cinemas, em 2017, que lutaram nas redes sociais para ver como seria o filme de fato idealizado pelo diretor Zack Snyder (Liga da Justiça, 2017). É, portanto, uma grande vitória dos fãs, ver realizado o sonho de conseguirem convencer a distribuidora Warner Bros a, finalmente, exibir o filme da forma como foi idealizado pelo diretor.


O diretor abandonou o projeto em 2016 devido ao suicídio de sua filha. Com isso, Joss Whedon (Muito Barulho por Nada, 2012) assumiu o controle criativo, refazendo diversas cenas, dentre elas as do Superman (Henry Cavill) com seu bigodão apagado na pós- produção, por exemplo. Por essas e outras alterações do plano original, a obra original foi alterada por completo.

Por isso mesmo, surgiu agora o "Snyder Cut": um desejo dos fãs, no sentido de que a visão original do projeto fosse mostrada.


O filme começa com o mundo em luto pela morte do Superman em Batman Vs Superman - A Origem da Justiça (Zack Snyder, 2016) e a humanidade agora é ameaçada pelo vilão, que está atrás de três caixas maternas em algum lugar da Terra, para conseguir dominar o mundo.



Após perceber que está há muito tempo lutando sozinho, devido à morte de seu antigo desafeto e atual amigo (por conta das Mães Martas), Superman e Bruce Wayne (Ben Affleck) convocam Diana Prince (Gal Gadot) para combaterem um inimigo ainda mais poderoso e recém-despertado. Juntos, portanto, Batman e Mulher-Maravilha recrutam um time de meta-humanos. Mas mesmo contando agora com uma formação da liga de heróis sem precedentes - Batman, Mulher-Maravilha, Aquaman (Jason Momoa), Ciborgue (Ray Fischer) e Flash (Ezra Miller) - poderá ser tarde demais para salvar o planeta de uma destruição iminente.


O tão comemorado "Snyder Cut" ganhou uma dimensão jamais vista em termos de marketing e repercussão via internet, em relação a qualquer outro corte assinado por um cineasta. É também inegável se tratar de um filme bem melhor do que a versão original. Por ter uma longa duração (superior a 4hs), o filme consegue desenvolver melhor os personagens, dando assim profundidade à história, que em 2017 era rasa e um tanto perdida, parecendo uma verdadeira colcha de retalhos. E, sinceramente, era justamente o que o filme era, sem a autêntica visão de seu idealizador e picotado sem a menor cerimônia por Joss Whedon.


Ciborgue, por exemplo, que era um "figurante de luxo", aqui é o coração do filme. Até Flash, que antes equivalia a apenas um alívio cômico, aqui consegue fazer bem mais sentido. Além disso, o Batman parou de fazer piadinhas de tiozão do churrasco.



Liga da Justiça de Joss Whedon falhou por ser um filme sem alma, fruto da divergência entre dois cineastas de estilos opostos e interferência direta do estúdio, que causaram à produção diversos problemas no enredo e execução do filme. Esta nova versão recupera esse ponto crucial, apresentando uma visão narrativa coerente e original. Até mesmo Steppenwolf (Ciarán Hinds), que mais parecia um vilão genérico de Power Rangers, por exemplo, consegue ser mais interessante nesta nova versão, deixando de ser aquele vilão sem graça, para se tornar uma ameaça real, ou seja, um personagem que aqui tem uma real motivação.


O filme de Snyder mostra melhorias evidentes ao explorar melhor os arcos dramáticos e também o desenvolvimento dos personagens. O filme original, por outro lado, não tinha um norte; não sabia aonde queria chegar. Nesta nova versão, temos uma ameaça maior por vir que é simplesmente de gelar a espinha ao pensar como seria este confronto de heróis contra o maior vilão da liga da justiça - Darkside - que é um dos principais antagonistas, grande inimigo de toda a liga.


O desfecho do filme, certamente fará com que todos os fãs de filmes de heróis queiram ver a continuação desta história, o que joga uma bomba no colo da distribuidora, que não tinha a menor intenção de continuar com a saga no cinema.


Há também participações muito especiais no epílogo da trama. Além disso, finalmente é explorado o pesadelo de Batman, que faz conexão com produções passadas, como Batman Vs Superman e com o futuro pós-apocalíptico, gerando Darkside. O Coringa (Jared Leto) está de volta, mas aqui numa versão muito mais ameaçadora e interessante que a versão flopada do Esquadrão Suicida (David Ayer, 2016). Há também Joe Manganiello (Missão Pijamas, 2020) como o "Exterminador". Além, é claro, do retorno de Lex Luthor (Jesse Eisenberg). Outra participação especial do longa é uma aparição surpresa do Caçador de Marte (Harry Lennix).


A trama das caixas havia ficado sem explicação na Liga da Justiça de 2017, mas agora é bem desenvolvida, com o personagem indo buscá-las em Themyscira, Atlântida e, finalmente, com Ciborgue. Um autêntico presente para os fãs, as 4h02min de Snyder Cut valem cada segundo e compensam também a longa espera de 4 anos para ver este filme.







O já tradicional festival a céu aberto de Gostoso (RN) anuncia sua variada programação composta por 34 filmes (longas, curtas e programas especiais). O evento ocorrerá entre os dias 10 e 14/03, neste ano, excepcionalmente, em formato online devido às condições especiais impostas pela pandemia do Covid-19.


Com curadoria de Eugênio Puppo e Matheus Sundfeld, o mote central desta edição do festival, será o resgate da memória audiovisual brasileira. Sobretudo num momento em que é fato conhecido que a Cinemateca Brasileira, detentora do maior acervo audiovisual da América do Sul, composto por 250 mil rolos de película, atravessa a maior crise de toda a sua história.


Além da já citada exibição de 34 filmes nacionais (dentre eles clássicos de cinematografia e também produções recentes), serão realizadas masteclasses e laboratórios de projetos, tudo obviamente em formato virtual.


A programação contará com a Mostra Nacional, composta por seis longas e dez curta-metragens brasileiros, produzidos entre 2020 e 2021; Mostra Acervo, composta por obras clássicas de referência, tais como Copacabana Mon Amour (Rogério Sganzerla, 1970) e Vidas Secas (Nelson Pereira dos Santos, 1963), por exemplo; Sessão Xanadu - composta por filmes realizados pela produtora criada por João Callegaro, Carlos Reichenbach e Antônio Lima, tais como: As Libertinas (1968) e Audácia (1970), ambos realizados em conjunto pelos diretores citados; e também o CineLimite - plataforma destinada a fornecer acesso à história do cinema brasileiro nos Estados Unidos, por meio de filmes como: O Bravo Guerreiro (Gustavo Dahl, 1968) e A Vida Provisória (Maurício Gomes Leite, 1968).



A programação completa da 7ª Edição da Mostra de Cinema de Gostoso, bem como das atividades paralelas, tais como masteclasses e cursos relacionados à realização e produção audiovisual, está disponível no site: www.mostradecinemadegostoso.com.br e entre os dias 10 a 14/03, será hospedada na plataforma de streaming https://innsaei.tv/

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Também escreve esquetes de humor para internet (algumas no programa que também produziu chamado Dedo Indicador) e contos ainda não publicados. Atualmente está filmando dois curtas de sua autoria.  

 

Formado pela FACHA/RJ em Jornalismo e Publicidade & Propaganda. Fez aulas particulares com Jorge Duran (roteirista de Pixote e Lucio Flávio - Passageiro da Agonia). Fez a Oficina de Roteiro da Rio Filme e inúmeros cursos de roteiro com profissionais da área.

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