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AGORA COM GOSTOSO LAB


O já tradicional Festival de Cinema de Gostoso (RN) terá sua sétima edição realizada pela primeira vez em formato online, no período de 24 a 28/02/2021. Traz consigo também a segunda edição do Gostoso Lab, que consiste num laboratório para projetos de longa-metragem da região nordeste do país que já estejam em fase de desenvolvimento.


O Gostoso Lab trata-se de um espaço voltado à reflexão e análise de projetos, promovendo um intercâmbio criativo de ideias e configurando-se como um local destinado à elaboração e desenvolvimento de um projeto desde a fase do argumento até as etapas da realização e distribuição.



Os participantes selecionados para esta segunda edição do Gostoso Lab terão a oportunidade de trabalhar sob a orientação e interlocução de profissionais renomados da indústria audiovisual brasileira, tais como a roteirista Fernanda de Capua, a produtora Nara Aragão e o produtor e diretor do BrLab Rafael Sampaio.


As inscrições para o laboratório virtual podem ser realizadas até o dia 03/02, por meio do preenchimento de formulário online, disponível no site: www.mostradecinemadegostoso.com.br

Obs: a lista com os 6 projetos de longa-metragem aprovados, será divulgada até o dia 11/02.

Importante: ainda em novembro de 2021 está prevista a retomada das atividades presenciais da Mostra de Cinema de Gostoso, neste momento, já em sua 8ª edição, que contará - além da exibição de filmes - com a realização de debates, masteclasses e oficinas.




EXPLICANDO UM ÍCONE


por Antônio de Freitas


Pierre Cardin (1922- 2020) tem uma posição sólida na história da moda como um grande artista, assim como a fama de famigerado e ambicioso por ter criado um império gigantesco. Sua vida e trajetória, repletas de controvérsias, realmente merecem ser estudadas e é isso que fizeram esses dois diretores/produtores em O Império de Pierre Cardin.

Paul David Ebersole e Todd Hugges já haviam esmiuçado ícones da cultura nos documentários: O Labirinto de Kubrick (Room 237, 2012) e Querida Mamãe, com Amor, Cher (Dear Mom, Love Cher, 2013). No primeiro, visitaram o icônico filme O Iluminado (Stanley Kubrick, 1980 ) com muito humor ácido, teorias malucas e interpretações absurdas que envolvem e divertem o espectador em um documentário falso. No segundo lidam com a não menos icônica cantora Cher (Burlesque, 2010) e sua família.


Agindo na mesma vertente, de lidar com figuras da Cultura Pop, lançam um documentário com pegada mais séria e jornalística e rico em informações sobre a vida e obra desse italiano. Sim, Pierre Cardin era italiano. Filho de um produtor de vinhos de ascendência francesa, nasceu em 1922 no Veneto e teve que ir para a França com a explosão do fascismo na Itália. Em Paris, começou como assistente de alfaiate aos 14 anos e, aos 28 anos, fundou seu próprio ateliê depois de ser assistente de alguns dos maiores nomes da alta costura da época. Esse foi o primeiro passo para uma carreira brilhante.



Através de depoimentos de amigos, clientes, colegas de trabalho, cenas de documentários, reportagens, comerciais de época e do próprio Cardin, podemos ter uma visão completa sobre a extensão da obra desse italiano que criou uma multinacional cujos produtos alcançaram todos os cantos do nosso planeta. Ainda podemos ver cenas de seu cotidiano de trabalho e amigos do incansável artista que se mantinha atuante e cheio de projetos aos 95 anos de idade. Cardin trabalhou até seus últimos dias de vida e nos deixou um legado que abrange não só o campo das vestimentas. Suas criações se estenderam ao campo de design de móveis, objetos de decoração, iluminação, canetas, perfumes, carros e até na arquitetura. Foi ele uma das pedras fundamentais da formação do gosto e do modo de vida da classe média do mundo inteiro. Quando resolveu abraçar o mercado de “prêt-à-porter”, foi expulso da Associação de Alta Costura de Paris e criticado por “banalizar” sua arte e querer apenas enriquecer quando popularizou sua grife.


Pierre Cardin responde todas essas acusações dizendo que lutou pela democratização da alta costura quando deu ao “povão” o acesso a uma arte que antes era permitida apenas aos milionários. Assistindo a este belo documentário o espectador pode avaliar sua trajetória e decidir quem está com a razão. Ele ou seus detratores.

Uma coisa é indiscutível, o homem é um verdadeiro mito.







VELHA FÓRMULA, NOVO CONTEXTO


por Ricardo Corsetti

No universo dos filmes de horror e mais especificamente no subgênero "slasher" (terror com doses cavalares de sangue), a temática envolvendo indivíduos maltratados ou ridicularizados no meio social onde vivem, gerando mais adiante uma explosão de violência vingativa direcionada aqueles que assim os trataram, sempre foi muito recorrente.


Filmes como Halloween (John Carpenter, 1978) e Chamas da Morte (Tony Maylam, 1981), pavimentaram o caminho em direção àquilo que em meados dos anos 90, sobretudo a partir de Pânico (Wes Craven, 1996) viria a ser uma tendência extremamente popular naquele período: o "teenager slasher", com seus personagens sempre egressos do universo adolescente norte-americano.


Sombras do Terror, filme protagonizado por dois adolescentes vítimas de bullying no colégio onde estudam (e também por parte de seu próprio avô), bebe claramente nesta fonte do terror oitentista e noventista, engrossando um filão que, aliás, tem rendido ótimos novos filmes de horror adolescente, como Freak - No Corpo de um Assassino (Christopher Landon, 2019) por exemplo.

O diretor/roteirista Frank Sabatella (Blood Night: The Legend of Mary Hatchet, 2009) mostra competência técnica ao conduzir Sombras do Terror, mas peca um pouco pela previsibilidade da trama e também pela escolha de um elenco pouco inspirado.


Talvez o principal mérito de "Sombras" seja mesmo o flerte com o sobrenatural, ao optar por combinar a temática já clássica do "teenager slasher" e seus adolescentes problemáticos e vitimizados pela sociedade com uma espécie de vingador não-humano e que nem tem, portanto, consciência do fim para o qual está sendo utilizado.


Entre erros e acertos, Sombras do Terror cumpre bem sua função enquanto entretenimento mórbido e divertido para os fãs do gênero (como eu, por exemplo).



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Também escreve esquetes de humor para internet (algumas no programa que também produziu chamado Dedo Indicador) e contos ainda não publicados. Atualmente está filmando dois curtas de sua autoria.  

 

Formado pela FACHA/RJ em Jornalismo e Publicidade & Propaganda. Fez aulas particulares com Jorge Duran (roteirista de Pixote e Lucio Flávio - Passageiro da Agonia). Fez a Oficina de Roteiro da Rio Filme e inúmeros cursos de roteiro com profissionais da área.

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